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Capa do livro Em nome do povo de Bruno Perini


 Como o casamento entre Estado e moeda te deixam mais pobre 



Este é um livro pra quem quer passar raiva. Não porque o conteúdo do livro seja ruim ou ele seja mal escrito, mas sim porque as informações que você obterá lendo isso lhe farão querer acabar com o casamento entre Estado e Banco Central.

Apesar do autor se autoentitular um libertário, ou seja, uma pessoa que gosta de mínima intervenção do Estado, lendo este livro fica muito claro que o problema não é a existência do Estado, mas sim ele ser o responsável pela máquina de imprimir dinheiro.

Se o Estado tivesse que se submeter a um Banco Central realmente autônomo, muitas das manobras que vemos a classe política fazer não seriam possíveis e, consequentemente, o Estado brasileiro já estaria ou quebrado ou melhor encaminhado economicamente.

Porque quando o Estado detém o poder sobre a impressão do dinheiro, tal poder o corrompe inevitávelmente. Porque o ser humano é corrupto por natureza.

"O filósofo suiço Jean-Jacques Rousseau dizia que 'O homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe'. Porém, deixo meu questionamento post mortem a Rousseau: e quem corrompeu a sociedade?"

Como o próprio autor chama a atenção, crianças com 02 ou 03 anos já apresentam comportamentos inadequados como bater e merder os outros por um brinquedo, e são "corrigidas" pela sociedade. Mas se elas são corrigidas, é porque o egoismo ou qualquer outra falha de caráter já está enbutido no ser humano ao nascer.

E quando se trata de um Estado democrático, onde as consequências da corrupção não irão ocorrer dentro do período vigente do mandato da pessoa que cometeu a corrupção, a coisa fica ainda mais pericletante.

Os monarcas, pelo menos, tinham a cabeça dos herdeiros para se preocuparem caso suas ações tivessem consequências posteriormente. E como a máquina de imprimir dinheiro é algo muito poderosa e importante para a classe política, segundo o economista austríaco Friederich August Von Hayek, em "O caminho da servidão", os piores tendem a chegar ao topo, visto que pessoas com princípios e escrúpulos morais ficam em desvantagem frente àquelas que estão dispostas a fazer tudo para ter acesso ao privilégio exorbitante que é ter acesso e controle a máquina de criar dinheiro.

"Se Platão já nos advertia através da história de Giges, sobre coo o poder absoluto pode corromper o homem, Hayek tem o mérito de chamar a nossa atenção para o fato de que será o homem corrompido que tenderá a lutar para conquistar o poder absoluto". 

Ao final do livro, você percebe que teve uma aula sobre a origem do dinheiro e da máquina pública, algo que, se você acompanha o canal do Bruno Perini com certa frequência, já escutou ele falar diversas vezes alguns trechos. Mas fica claro que o Estado não é o problema, e sim ele ter o poder de imprimir dinheiro e inventar taxas para subsidiar essa dinheiro imaginário ao seu bel prazer.

A solução pra isso? O autor diria Bitcoin, mas como o Estado já esta fazendo do Bitcoin uma reserva de valor como ouro, e se apoderando dele, regulamentando-o e até estudando taxar, acho que os princípios do Bitcoin morreram. Então... sinto informar mas não tem solução.

Como Tropa de Elite diz: "O sistema é foda parceiro!"

Se você quer entender a fundo os argumentos técnicos que levam o autor a essa conclusão (e decidir por si mesmo se o Bitcoin ainda é a saída ou se 'o sistema' venceu), recomendo fortemente a leitura da obra completa. É um investimento em educação financeira que o Estado não pode taxar. 

[Confira a edição disponível na Amazon aqui].


 


As habilidades-chaves para destravar seu potencial máximo 

Se você não conhece a Dafna, eu lhe dou um resumo: ela é ex-campeã de tênis, logo, uma atleta de alta perfomance. E depois que ela se "aposentou" do tênis, ela fez parte de várias empresas grandes, como a Nike, Apple e Microsoft como executiva. 

E como atleta, é claro que ela vai focar em quais habilidades levaram ela a esses cargos de grande evidência, mesclando com sua trajetória como atleta de alta perfomance. 

Temos vários livros assim. O livro do Arnold é um exemplo muito bom de como a disciplina, o foco, o autoconhecimento e tudo que ele construiu ao longo da vida como atleta foi fundamental para que ele conseguisse sucesso na sua carreira como ator de Hollywood e posteriormente como governador. 

Mas ao contrário do livro do Arnold, e é impossivel não comparar já que são dois atletas falando sobre habilidades-chaves para o potencial máximo e mesclando com sua trajetória, esse livro é mais estilo "coach motivacional". 

Enquanto no livro do Arnold nós temos mais do background dele, dos perrengues, mostrando que nem tudo eram flores, aqui a Dafna pincela que ela teve dificuldades (como todo atleta), mas para nisso. O foco dela é realmente te incentivar a desenvolver as habilidades que um atleta tem e usar isso na sua vida corporativa. 



O que acontece quando temos uma pseudo Agatha Chrstie com um pseudo Sherlock? 

A resposta é "Um corpo na banheira" de Dorotthy L. Sayers, um livro pensado pra quem, assim como eu, é fã de Sherlock Holmes e Agatha Christie.


Neste livro, o corpo de um homem desconhecido é encontrado na banheira de um apartamento, com um pincenê e nada mais. E óbviamente, caberia a Scotland Yard resolver esse mistério, mas já aprendemos com Sherlock que a polícia é ineficiente em resolver mistérios, especialmente quando pode envolver uma assassinato, em qualquer lugar do mundo, e em qualquer época.

Por isso, enquanto que em Sherlock Holmes, temos um sociopata altamente funcional lidando com os casos que a Scotland Yard não consegue resolver, neste livro teremos um lorde entediado resolvendo os casos. Mas o tratamento com a Scotland Yard continua mais ou menos o mesmo... o total desprezo pela instituição.


E o livro é exatamente isso: uma versão de Sherlock, escrita por uma autora que parece ter se espelhado em Agatha.

E a cópia é tçao gritante que até um Watson tem, mas ao invés de um veterano de guerra, teremos o fiel criado do lord que tem habilidades que podem complementar a investigação (da mesma forma que Watson tem as habilidades médicas).

 


Quebre o mito de que é preciso aceitar tudo e descubra sua força

O livro foi vendido como um livro feito para quem gostou de "A sutil arte de ligar o foda-se", ou seja, uma autoajuda recheada de humor, com tom fanfarrão que iria mostrar que não é preciso engolir sapos e ser resiliente porra nenhuma. Porém, esse livro está bem longe disso...

Na verdade, ele é um livro mais voltado aos profissionais de psicologia do que para o público leigo. E de fato, eu tive que exercitar a minha resiliência para finalizar esta leitura.

O autor começa analisando os casos dos superatletas, aqueles atletas de precisaram desenvolver uma super resiliência para lidar com a pressão, as frustrações e os percalços que uma competição de alto nível envolve e todo o preparo para chegar ao topo sem desistir.

Ele informa que o que esses atletas tem em comum é o fato de terem tido uma infância de merda, que os colocou numa situação de tudo ou nada. Já que suas vidas eram uma bosta, a ÚNICA coisa que eles podiam controlar era o esporte, e com isso eles se tornaram obcecados em atingir aquele objetivo. Era tudo ou nada.
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