Como o casamento entre Estado e moeda te deixam mais pobre
Este é um livro pra quem quer passar raiva. Não porque o conteúdo do livro seja ruim ou ele seja mal escrito, mas sim porque as informações que você obterá lendo isso lhe farão querer acabar com o casamento entre Estado e Banco Central.
Apesar do autor se autoentitular um libertário, ou seja, uma pessoa que gosta de mínima intervenção do Estado, lendo este livro fica muito claro que o problema não é a existência do Estado, mas sim ele ser o responsável pela máquina de imprimir dinheiro.
Se o Estado tivesse que se submeter a um Banco Central realmente autônomo, muitas das manobras que vemos a classe política fazer não seriam possíveis e, consequentemente, o Estado brasileiro já estaria ou quebrado ou melhor encaminhado economicamente.
Porque quando o Estado detém o poder sobre a impressão do dinheiro, tal poder o corrompe inevitávelmente. Porque o ser humano é corrupto por natureza.
"O filósofo suiço Jean-Jacques Rousseau dizia que 'O homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe'. Porém, deixo meu questionamento post mortem a Rousseau: e quem corrompeu a sociedade?"
Como o próprio autor chama a atenção, crianças com 02 ou 03 anos já apresentam comportamentos inadequados como bater e merder os outros por um brinquedo, e são "corrigidas" pela sociedade. Mas se elas são corrigidas, é porque o egoismo ou qualquer outra falha de caráter já está enbutido no ser humano ao nascer.
E quando se trata de um Estado democrático, onde as consequências da corrupção não irão ocorrer dentro do período vigente do mandato da pessoa que cometeu a corrupção, a coisa fica ainda mais pericletante.
Os monarcas, pelo menos, tinham a cabeça dos herdeiros para se preocuparem caso suas ações tivessem consequências posteriormente. E como a máquina de imprimir dinheiro é algo muito poderosa e importante para a classe política, segundo o economista austríaco Friederich August Von Hayek, em "O caminho da servidão", os piores tendem a chegar ao topo, visto que pessoas com princípios e escrúpulos morais ficam em desvantagem frente àquelas que estão dispostas a fazer tudo para ter acesso ao privilégio exorbitante que é ter acesso e controle a máquina de criar dinheiro.
"Se Platão já nos advertia através da história de Giges, sobre coo o poder absoluto pode corromper o homem, Hayek tem o mérito de chamar a nossa atenção para o fato de que será o homem corrompido que tenderá a lutar para conquistar o poder absoluto".
E quando se trata de um Estado democrático, onde as consequências da corrupção não irão ocorrer dentro do período vigente do mandato da pessoa que cometeu a corrupção, a coisa fica ainda mais pericletante.
Os monarcas, pelo menos, tinham a cabeça dos herdeiros para se preocuparem caso suas ações tivessem consequências posteriormente. E como a máquina de imprimir dinheiro é algo muito poderosa e importante para a classe política, segundo o economista austríaco Friederich August Von Hayek, em "O caminho da servidão", os piores tendem a chegar ao topo, visto que pessoas com princípios e escrúpulos morais ficam em desvantagem frente àquelas que estão dispostas a fazer tudo para ter acesso ao privilégio exorbitante que é ter acesso e controle a máquina de criar dinheiro.
"Se Platão já nos advertia através da história de Giges, sobre coo o poder absoluto pode corromper o homem, Hayek tem o mérito de chamar a nossa atenção para o fato de que será o homem corrompido que tenderá a lutar para conquistar o poder absoluto".
Ao final do livro, você percebe que teve uma aula sobre a origem do dinheiro e da máquina pública, algo que, se você acompanha o canal do Bruno Perini com certa frequência, já escutou ele falar diversas vezes alguns trechos. Mas fica claro que o Estado não é o problema, e sim ele ter o poder de imprimir dinheiro e inventar taxas para subsidiar essa dinheiro imaginário ao seu bel prazer.
A solução pra isso? O autor diria Bitcoin, mas como o Estado já esta fazendo do Bitcoin uma reserva de valor como ouro, e se apoderando dele, regulamentando-o e até estudando taxar, acho que os princípios do Bitcoin morreram. Então... sinto informar mas não tem solução.
Como Tropa de Elite diz: "O sistema é foda parceiro!"
A solução pra isso? O autor diria Bitcoin, mas como o Estado já esta fazendo do Bitcoin uma reserva de valor como ouro, e se apoderando dele, regulamentando-o e até estudando taxar, acho que os princípios do Bitcoin morreram. Então... sinto informar mas não tem solução.
Como Tropa de Elite diz: "O sistema é foda parceiro!"
Se você quer entender a fundo os argumentos técnicos que levam o autor a essa conclusão (e decidir por si mesmo se o Bitcoin ainda é a saída ou se 'o sistema' venceu), recomendo fortemente a leitura da obra completa. É um investimento em educação financeira que o Estado não pode taxar.


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