Quando eu ouvi o nome Isabela Freitas pela primeira vez eu estava na Bienal, vendo uma fila enorme de adolescentes esperando para entrar no stand da Intrínseca. Curiosa como sou (mal de jornalista gente...não aguenta uma fofoca) fui perguntar a uma menina quem ela estava esperando o autógrafo e ela prontamente me disse: Isabela Freitas
Quando eu entrei no stand estava lá. O livro da dita autora, entre os mais vendidos. Na época era o "Não se apega não".
Achei o título interessante, a diagramação bonitinha e levei o livro de presente para uma amiga que fazia aniversário, e que precisava aprender a não se apegar as pessoas.
Mas não li o livro. Não me interessei pelo seu conteúdo. Apenas serviu ao propósito de dar um recado a minha amiga. (Que entendeu direitinho!)
Eis que no final de 2016 a autora lançou "Não se enrola não" e como eu sou um pouco enrolada, desta vez eu decidi dar uma chance para descobrir o que conquistou tantas mulheres e adolescentes.
Neste livro, a autora conta como foi sua mudança para São Paulo, onde ela passou a trabalhar em uma revista devido ao sucesso alcançado com seu blog. E vamos acompanhar a difícil adaptação dela ao novo emprego (e a nova chefe), bem como o seu relacionamento com o vizinho de porta/amigo/peguete nas horas vagas. Isso porque eles estão em um relacionamento aberto, e você já sabe no que isso vai dar, né?
A autora utiliza muito o recurso de quebrar a quarta parede. Sabe aquela coisa de ficar conversando com o leitor? Então. É isso.
Mesmo nunca tendo encontrado-a pessoalmente, ou visto uma entrevista dela, eu sentia que ela estava batendo papo e me contando um caso da vida dela numa sala de estar.
Outra sensação que tive foi que se tratava de uma história criada para um quadro do Fantástico. Lembram quando o Fantástico adaptava A comédia da vida privada? Ou aquela Fala sério, mãe! (Acho que era esse o livro, se não for, me corrijam!). Pois bem... eu tinha certeza que não estava lendo um livro, mas sim o roteiro de um quadro do Fantástico como esses.
Sinceramente? Eu não consegui me identificar com a história e tão pouco com as situações vividas pela autora, mas entendo por que algumas adolescentes ficam tão empolgadas cada vez que sai um livro novo dela.
Pra mim, foi uma leitura desnecessária.
A única coisa que eu realmente gostei foi do trabalho gráfico da editora, que realmente teve muito cuidado com a confecção deste livro.
De resto, eu continuo enrolada. Não foi uma leitura que acrescentasse algo de útil a minha vida. Só serviu para que eu descobrisse quem era Isabela Freitas e como mais um livro lido no meu skoob.
Editora: Intrínseca
ISBN-10: 8551000861
Ano: 2016
Páginas: 224
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