"Procurei a frieza dentro de mim, aquela calma e aquele bloqueio emocional
que me faria passar por tudo aquilo (...)".
Tenho duas novidades, em um mesmo livro:
- Primeira: é o primeiro livro desta escritora, que eu leio.
- Segunda: é a primeira estória, que leio com este estilo de enredo.
Venham conferir a resenha!
"Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Nunca tive medo de morrer. É viver que me assusta (...)"
Me intrigou a narrativa se passar em meio a uma realidade complexa que é a guerra e as pessoas que se envolvem nela.
Achei interessante a Jane Harvey Berrick, compartilhar como buscou as informações para montar essa estória. Gosto da empatia que, este gesto, gera.
A leitura nos apresenta um pouco da cultura islâmica e da vivência que os soldados e voluntários passam em zonas de conflito.
Nesta teia, temos James Spears um sargento do exército Britânico. Este é convocado para treinar (técnicas operacionais antibombas) dois espiões para que os americanos os envie a uma celula islâmica.Para a Operação: Hansel e Gretel (Conto de fadas dos irmãos Grimm. Em português, recebeu o nome de João e Maria.).
Lá conhece o Agente - o líder deste treinamento- Nathaniel John Smith ( Nate ou Fantasma, como o apelidam), Amira Soliman ( Enfermeira - espiã),Alan Clayton( Chamado de Clay -Primeiro Sargento do exército americano - espião) e Larson( Militar americano). Digamos que o tempo que passaram na "concentração", para a operação, os transformaram em um tipo de "família". A vida de cada um deles se transformou, após esse elo.
" O mundo tinha sete bilhões de pessoas, e eu nunca tinha me sentindo mais sozinho."
Não se deixem enganar pela capa.
Uma vez, compartilhei com vocês o meu medo de ilustrações em livros. E, este meu medo, abrange capas. Para mim, a capa é o abre alas de uma leitura.
Aprecio quando o meu primeiro contato, de mãos dadas com a sinopse, me leva a curiosidade.
E crio afeição quando, a mesma, consegue transmitir o enredo que lerei. E, infelizmente, não é o que ocorre com esta capa. Ela não condiz com a narrativa envolvente, densa e intensa que ela nos abraça.
"Quanto mais merda você vê, mais medalhas você ganha"
Contudo, é uma escrita cativante e que consegue passar a complexidade e a emoção das situações decorrentes.
Há uma tórrida( não erótica) estória de amor entre James ( um militar inteligente, honrado, calculista e altruísta) e Amira ( uma enfermeira islâmica, teimosa, "perdida" e cheia de feridas não cicatrizadas) em meio a um cenário desfavorável. Mas que mesmo em meio ao caos, descobrem algo tão bonito como o amor. Nesta caminhada, muitos atos acontecem e que nos levam a um desenrolamento e final chocantes.
"Mas o mundo continua girando, e o sol ia nascer e se pôr."
O jeito com a escritora nos arrebata é notável.
São tantas escolhas,
Tantas consequências . . .
Resumindo:
Surpreendedor.
Dei uma suspirada agora. É enigmático, como um livro te desenvolve tantos sentimentos antagônicos. Em nenhum momento, o leitor esquece que todos os personagens vivem em meio a guerra, nem deixa de prolongar a admiração e esperança. Te mostrando, assim, diferentes tipos de posicionamentos. Para quem gosta de um romance militar, regado a coragem e suspense, é uma boa dica.
Até a próxima leitura!
Um pouco sobre a série: O volumes giram em torno de James Spears. "James Spears é parte de um grupo de elite que vive e respira o perigo. Enquanto alguns fogem disso, ele caminha diretamente para lá. Calmo, friamente focado. James é especialista em operar EODs, dispositivos de eliminação de explosivos."
Série: EOD (Explosive Ordnance Disposal) #01
Editora: The Gift Box
ISBN: 9788552923404
Ano: 2018
Páginas: 329



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